As Melhores e Piores Estreias de Cantoras no Cinema

Rihanna debuta nas telonas na sexta com a versão aquática de Independence Day povoada pelos robôs de Transformers, na adaptação do jogo batalha naval Battleship: Batalha dos Marés. Vamos agora lembrar de algumas estreias, boas e ruins, de grandes nomes femininos da música internacional. 

Crossroads – Amigas para Sempre (2002)

Antes de raspar o cabelo, ganhar peso e circunferência e beijar Madonna na boca, Britney Spears testou sua popularidade no cinema com esta bomba sobre três amigas e o desconhecido Ben que partem numa road trip para uma audição. Give me baby one more time? Não, obrigado! 

Glitter – O Brilho de uma Estrela (2001)

Igualmente desastrosa foi a incursão de Mariah Carey na história de uma aspirante à cantora rumo à fama. História levemente autobiográfica que rendeu o Framboesa de Ouro de pior atriz para a cantora. Apenas há 3 anos, Carey viria a se redimir com o ótimo e doloroso Preciosa.

Burlesque (2010)

Diferente das outras musas pop, Christina Aguilera apenas estreou no cinema em 2010, ao lado da diva Cher nesse detestável musical. A considerar pelo desempenho de Aguilera, ao menos longe do vocal, é um alívio que tenha demorado tanto tempo assim.

Evita (1996)

Madonna estreou nos cinemas com Procura-se Susan Desesperadamente (85), o qual não vi. Tendo participado de Dick Tracy (90) e Corpo em Evidência (93), além de outros filmes menores, é como a primeira-dama argentina Eva Perón que ela é mais lembrada (e por muitos, odiada). Injusto? Sim. Pois, apesar de limitada, Madonna esforça-se, num filme acima da média.

Selena (1997)

Das cantores mais ocupadas no cinema, Jennifer Lopez valeu-se do esteriótipo latino e muito carisma para ser coadjuvante de produções menores como Assalto sobre Tilhos (95), Jack (96) e Sangue e Vinho (96). Mas, seu papel de destaque foi interpretando a cantora mexicana Selena, cujo meteórico sucesso lhe rendeu o 1° lugar nas paradas norte-americanas e a prematura morte, aos 23 anos, depois de um tiro desferido pela presidente de seu fã-clube. Dona de um desempenho incontestável, J. Lo viria a desperdiçar seu talento posteriormente nas comédias românticas e filmes de gosto duvidoso.

Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro (2002)

Ao invés de emprestar seus talentos vocais em prol do cinema, Beyoncé trilhou um caminho diverso das cantoras já vistas estrelando a segunda continuação do espião shagadélico dono de um irresistível mojo. Como Foxxy Cleopátra, Beyoncé honra o cinema blaxploitation e atrizes como Pam Grier e se saí melhor que o esperado, divertindo-se de espião e das piadas de Mike Myers.

O Guarda-Costa (1992)

Interpretando basicamente um alter-ego de si mesma, a recém-falecida Whitney Houston conquistou o coração do durão guarda-costas Frank Farmer (Kevin Costner, no auge da carreira), neste bom drama sobre obsessão.

Mad Max – Além da Cúpula do Trovão (1985)

Dona de uma das vozes mais icônicas da música, a rouca Tina Turner viria a estrear nos cinemas como a vilã da terceira parte na trilogia de Mad Max. Embora o mais fraco dos três, Tina Turner destaca-se e se impõe… nem que seja por sua voz!

Feitiço da Lua (1987)

A mais bem-sucedida diva, Cher estreou nos cinemas com Chastity (69), obscura produção que nunca vi. Foi, porém, só 18 anos depois, que a cantora seria reconhecida nessa agradável e mágica comédia romântica. No processo, ela “roubou” o merecido Oscar de Glenn Close por Atração Fatal e da igualmente merecedora Meryl Streep.

Dançando no Escuro (2000)

Povoada por atrizes norte-americanas, terminamos esta lista com a ousada e surpreendente atuação da islandesa Björk. Nas mãos do formidável Lars von Trier, a cantora assume o dificílimo papel de uma mulher acometida de desordem que inevitavelmente a deixará cega, apegada nos escapistas sonhos de que vive em um musical. Uma pena que, no fascinante mundo do Dogma 95, não existe otimismo que supera a dolorosa e impactante realidade.

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21 Comments on “As Melhores e Piores Estreias de Cantoras no Cinema”

  1. Agora terei de ver SELENA, já que eu sempre achei Lopez muito, muito ruim — talvez só goste dela em OLHAR DE ANJO, mas o filme não me permite maiores lembranças. Boa ideia para lista, e bem realizada.

  2. Até me surpreendi com o elogio à J.Lo em Selena, que ainda não vi. Isso porque a acho bem fraquinha. Deu até vontade de ver só para conferir. E, realmente, a Mariah Carey se redime em A Preciosa. Acho que a despersonalização da artista ajudou bastante. Só descobri que a assistente social era ela qd vi os créditos, ao término do filme.

    Faltou a Zooey Deschanel (se bem que ela não se enquadra nessa categoria de divas do pop)…

    Ótima compilação!

    Davi
    Equipe Central de Cinema
    @centraldecinema
    http://www.centraldecinema.blogspot.com

  3. CAMPANHA: NOSSO FOCO É O CINEMA

    Para um BLOGUEIRO CINÉFILO cinema é arte, talento e magia. Ele lê muito sobre a sétima arte, pesquisa, passa horas diante do computador, coleta imagens raras e principalmente vê filmes, muitos filmes. Movido pela paixão cinematográfica, abre as portas para um novo mundo. O que mais o anima a continuar são os COMENTÁRIOS dos internautas. Tornar-se SEGUIDOR do seu blog é uma grande alegria. Pense nisso e apoie os blogs cinéfilos DEIXANDO COMENTÁRIOS e SEGUINDO-OS. O cinema agradece.

    O Falcão Maltês

  4. Lembro de ter visto "Selena" há bastante tempo na TV e o filme não é de todo ruim… Gosto muito de Feitiço da Lua e da atuação de Cher no filme. Mas, a minha favorita dentre as citadas é a Bjork, sou suspeito para falar porquê sou apaixonado pela discografia e um confesso admirador da filmografia do Lars, mas ela nos surpreende de uma forma assustadora no filme!

  5. Márcio, acho que faltou você mencionar a P. J. Harvey (que em "The Book of Life", de Hal Hartley, faz o papel de Maria Madalena) e especialmente Courtney Love, que recebeu indicação ao Globo de Ouro por sua interpretação em "O Povo Contra Larry Flint" e que fez um bom trabalho em "O Mundo de Andy".

    Como era de se esperar, muitas das atrizes citadas não fizeram bom uso da oportunidade de estrelarem nas telonas, fazendo nada mais do que versões medíocres de si mesmas. Björk é a que de longe se saiu melhor. Pena que a experiência de trabalhar com Lars von Trier lhe foi tão frustrante ao ponto de desistir precocemente da carreira de atriz. Também gosto da Cher. Não em "Feitiço da Lua" (comédia pela qual tenho pouca simpatia), mas em filmes como "Minha Mãe é uma Sereia" e "As Bruxas De Eastwick", em que ela tem uma presença muito mais marcante.

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