Crítica: Garota Exemplar

A partir de uma metáfora central desenvolvida até às últimas consequências, o cineasta David Fincher neste Garota Exemplar despe uma grande parte dos relacionamentos modernos pelo que de fato são: bailes de máscaras dançados a dois, nos quais os parceiros simulam as fantasias projetadas por ambos na esperança de preservar a ilusão de uma união perfeita e de um lar imaculado enquanto houver música. O tempo, contudo, inevitavelmente exaure os esforços em interpretar quem não se é e expõe somente um estranho vestido com a pele daquele por quem se prometera amor, um conceito melancolicamente artificial forjado pelas convenções da sociedade e, porque não, por nosso egoísmo. É este o tapa com que Fincher nos esbofeteia e prova, depois das críticas sofridas em O Curioso Caso de Benjamin Button, saber dirigir muito bem um romance melodramático, porém de uma forma particularmente perversa e manipuladora (no bom sentido).
Crítica completa no Em Cartaz.

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