HAMNET é uma adaptação literária e um trauma filmado. No novo filme de Chloé Zhao, a vencedora do Oscar por Nomadland, o cinema se afasta do espetáculo para encarar o silêncio, a perda e aquilo que nunca pôde ser dito.
Inspirado no romance homônimo de Maggie O’Farrell, Hamnet revisita um período da vida William Shakespeare não como curiosidade histórica, mas como ferida, uma dor que ecoa, anos depois, na criação de Hamlet. Aqui, o foco não está no gênio consagrado, mas naquilo que o molda: a ausência.
Nesta crítica, analiso como a diretora constrói um cinema do sensível, do tempo dilatado e como se apoia na atuação de Jessie Buckley. Falo sobre tendências, maternidade, criação artística, natureza e como Hamnet dialoga com a filmografia da diretora.
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Crítico de cinema filiado a Critics Choice Association, à Associação Brasileira de Críticos de Cinema, a Online Film Critics Society e a Fipresci. Atuou no júri da 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo/SP, do 12º Fest Aruana em João Pessoa/PB, do 24º Tallinn Black Nights Film na Estônia, do 47º TIFF – Festival Internacional de Cinema em Toronto. Ministrante do Laboratório de Crítica Cinematográfica na 1ª Mostra Internacional de Cinema em São Luís (MA) e Professor Convidado do Curso Técnico em Cinema do Instituto Estadual do Maranhão (IEMA), na disciplina Crítica Cinematográfica. Concluiu o curso de Filmmaking da New York Film Academy, no Rio de Janeiro (RJ) em 2013. Participou como co-autor dos livros 100 melhores filmes brasileiros (Letramento, 2016), Documentário brasileiro: 100 filmes essenciais (Letramento, 2017) e Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais (Letramento, 2018). Criou o Cinema com Crítica em fevereiro de 2010 e o Clube do Crítico em junho de 2020.
