2 Coelhos

2 Coelhos (Idem, Brasil, 2012). Direção: Afonso Poyart. Roteiro: Afonso Poyart e Izaías Almada. Elenco: Fernando Alves Pinto, Caco Ciocler, Alessandra Negrini, Marat Descartes, Thaíde, Thogun, Neco Villas Lobos, Roberto Marchese, Djair Guilherme. Duração: 109 minutos.
Confundir a artificialidade de truques estilísticos proporcionados pela natureza da linguagem cinematográfica com narrativas vanguardistas e inovadoras é um equívoco cometido por alguns cineastas, alguns suficientemente experientes para discernir o exibicionismo da ousadia. Dessa maneira, se nestes casos as ferramentas contribuem com a história que se quer contar, acrescentando novas camadas, naqueles elas servem meramente de distração. Mais, os enquadramentos e ângulos empregados, os movimentos de câmera, as técnicas de montagem e a fotografia podem determinar o sucesso ou fracasso de um filme mais do que o próprio conteúdo. Assim, por mais bobo que pareça a premissa de Scott Pilgrim contra o Mundo, a excelência da narrativa provém justamente do uso despojado e criativo de um arsenal de recursos  do cinema. Infelizmente, eu não posso afirmar o mesmo de 2 Coelhos, prejudicado pelo uso descontrolado e mal planejado de exibicionismos visuais e por um roteiro que não faz sentido quando analisado em retrospecto.


Com forte influência de Guy Ritchie (Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch – Porcos e Diamantes), o roteiro de Afonso Poyart e Izaías Almada aposta em situações simultâneas e supostamente independentes que reúnem uma dúzia de personagens: a assistente da promotoria Júlia (Negrini), o advogado (Villa Lobos), o chefe do crime Maicon (Descartes) e a sua quadrilha, o deputado corrupto Jader (Marchese) e outros entre policiais e juízes que contribuem para a hemorragia que assola a administração da justiça, evidenciados no discurso sobre impunidade e corrupção de Wálter (Ciocler). Mas, é Edgar (Pinto) o (antipático) protagonista que, atuando ainda como narrador, acende o pavio que dispara a reação em cadeia que colocará os personagens em rota de colisão. Diferente dois dois longas ingleses, 2 Coelhos é incapaz de encontrar uma maneira orgânica e convincente de amarrar as pontas, introduzindo flashbacks  didáticos e reviravoltas improváveis.

Apresentando a abordagem estética desde os segundos iniciais no brutal atropelamento de mãe e filho vistos em uma câmera lentíssima, o diretor Afonso Poyart é talentoso na elaboração de quadros plasticamente belos, embora pouco funcionais como narrativa. Ele é feliz na explosão de um carro que emprega câmera lenta e trilha sonora incidental, assim como na poética idealização de Júlia na praia e na tradução literal de seu ataque de pânico inspirado em Zach Snyder. Contudo, mais frequentemente, o equilíbrio entre visual e conteúdo é comprometido nos desnecessários planos que investigam o mecanismo interno de uma arma ou na criativa, entretanto prosaica, revisitação do assalto no farol. Analogamente, se o roubo de uma valise cheia de dinheiro tem quadros imponentes, novamente empregando câmera lenta (se falei demais do recurso é porque ele é usado em demasia), os cortes incessantes e a decupagem mal feita dificultam ultimamente a compreensão da geografia da cena.

Devendo ter vindo acompanhada da instrução “use moderadamente e inteligentemente”, a câmera é inquieta e inoportuna: travellings são introduzidos a esmo com ambições meramente estilísticas; os frequentes closes próximos e incômodos; a perda do foco do quadro é constante nas situações de maior tensão (vide a notícia recebida em um hospital); e rabiscos e letreiros usados periodicamente para agregar informações banais ou apresentar outro personagem. Esse domínio das técnicas (mas não do significado) atravessa a narrativa do princípio ao fim, denunciando uma mistura de ansiedade e insegurança prejudiciais.

Contaminado pelo afoiteza da direção, a fotografia de Carlos André Zalasik falha na falta de uniformidade existente na abordagem visual. Constantemente a paleta de cores sofra mudanças significativas, trocando de pele igual a um camaleão, do intenso violeta ao amarelo chapado ou a tons azuis. Os flares revelam-se deselegantes e desnecessários sobretudo na violenta metrópole paulista de favelas imprensadas e galpões desertos. Mais feliz é o trabalho dos montadores que, embora insistam em cortes secos a cada milissegundo, acertam nas elipses (a noite de sexo, por exemplo) ou nos breves insights intracelulares. É curiosa, porém, a incoerência na apresentação de Edgar visto jogando uma violenta variação do game Grand Theft Auto mesmo depois do atropelamento mencionado no segundo parágrafo.

Por falar nele, Fernando Alves Pinto falha em conferir a relevância necessária às ações do protagonista e a insistência em adjetivações chulas (“buraco fétido”, “tapete persa”) o torna alguém irritante e incongruente. Já o covarde Neco Villa Lobos não vende satisfatoriamente a imagem de um advogado de bandidos enquanto Caco Ciocler tem pouco a fazer com o seu personagem levantando dúvidas do que realmente o motivava. E se Marat Descartes consegue transformar Maicon em um sujeito ameaçador, é difícil assumir a partir de seus capangas que ele conseguiu montar um vasto império criminoso. Finalmente, Alessandra Negrini na sua doçura e beleza faz de Júlia a melhor personagem do longa (e não a toa, os melhores momentos contam com sua participação).

Tendo na ameaça de mutilação com uma espada o seu momento mais reprovável (vem à mente o trágico assassinato de Tim Lopes), 2 Coelhos é um filme mais interessado em chocar com reviravoltas e revelações do que no desenvolvimento de uma narrativa coerente. Ainda assim, é um fracasso interessante na medida em que nos apresenta ao promissor Afonso Poyart. Ele precisa, apenas, repensar as suas prioridades detrás das câmeras.

SPOILERS! Nesse momento, revelo algumas das reviravoltas, logo leia por sua conta e risco. O título 2 Coelhos vem do ditado popular “matar dois coelhos com uma cajadada só” e este é o amplo cenário que Edgar se depara: trazer justiça aos homens corruptos que cruzaram a sua vida, inclusive o seu pai, culpado de ilegalmente evitar a sua prisão. O outro objetivo é reconciliar-se com o seu passado depois de tragicamente destruir a família de Wálter, matando a sua mulher e filho no já mencionado atropelamento. Mas, o plano de Edgar tem um grande ponto de falha: ele é refém do comportamento humano, na maioria das vezes imprevisível, e a arquitetura das situações escala a dimensões inverossímeis.

Esquecendo o envolvimento de Júlia na manipulação do inquérito e do marido advogado, um trecho sem maiores problemas, Edgar deveria descobrir um jeito de pessoalmente roubar a valise com o pagamento de Maicon ao deputado. Pitadas de coincidência (encontro na quitanda de cachorro quente) e a previsibilidade do bandido ávido em enriquecer tornam o trabalho de Edgar fácil. A manipulação da esposa do deputado também soou verossímil e assim, ele dispunha dos mecanismos necessários para se livrar dos bandidos usando um certo chip de aproximação para disparar a bomba. Mas, como exatamente ele planejava unir Wálter e Júlia se isso ocorre só com sua morte, resultado de eventos desencadeados pelo acidente (friso a palavra acidente) do parágrafo seguinte? Por que Wálter o seguiria ameaçadoramente arma em mãos se não era sua intenção matá-lo, estavam em conluio, e nem tampouco envolver-se no atentado?

O tal acidente é participação não-planejada de Júlia na entrega do dinheiro, um revés gigantesco nos planos do herói (observe seu olhar desesperado ao descobri-lo). Isto o leva e elaborar uma nova estratégia na suíte presidencial de um quarto de hotel. E eis que entra outro chip, desta vez de distanciamento, para acionar outra bomba. Por que ele o adquiriria na primeira vez e o colocaria no pingente de Júlia em um momento anterior se, e novamente friso, os eventos que conduziram até ali foram acidentais? Seria Edgar um vidente, fazendo jogo, fingindo estar preocupado para manipular o espectador no sequestro da namorada? Sob nenhuma hipótese ele desejaria devolver o dinheiro para Maicon apenas para acionar o chip. Ou ele aceitara morrer e arriscar a sorte na loteria de que Júlia pulasse do carro para salvar sua pele e matar os bandidos?

O que torna a frase final de um maniqueísmo mal-caráter, ao afirmar que tudo era parte do seu plano! Você pode se comover e achar lúdica a reunião de Júlia e Wálter, mas não venha dizer que o roteiro fez sentido.

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71 Comments on “2 Coelhos”

  1. Estava gostando o longa, mas acho que ele se perdeu no final…era pra ter acabado 20 minutos antes….não…a verdade é que com pouca grana fizeram algo legal.

  2. Pra você ver como é o cinema, eu já acho que Scott Pilgrim contra o Mundo é uam grande exibição de videogame para uma história tola.

    Quanto a 2 coelhos, vamos lá. Você tem toda a razão quando diz que há uma falha no roteiro e plano de Edgar por causa do tal acidente. Se Júlia não tivesse ido entregar o dinheiro, como ele faria? Fica a questão, mas isso não destrói tudo. Primeiro o pingente, ele não entregou muito antes, e sim um pouco antes deles encontrarem com Maicon, vide a roupa que estavam vestidos. Ele arrumou a mala, colocou o objeto no pingente, colocou o pingente nela e avisou, quando vc estiver lá, de um jeito de sair que a bomba vai explodir. Tanto que ele ligou pro Walter e pediu para ele buscá-la. Quanto a Walter seguir Edgar, ele fazia parte do plano, tanto que entregou o chip a mulher do deputado, ele o estava seguindo como segurança, para dar cobertura caso algo desse errado.

    O bandido que roubou o dinheiro foi coincidência, mas ele avisou isso na narrativa, ele diz "eu repassei o plano várias vezes, só faltava um start", e nesse instante o motoqueiro o aborda. Ele contou com a sorte, teve que improvisar em alguns momentos, mas o principal é que ele queria fazer a verdadeira justiça, inclusive com ele mesmo. E isso torna o filme especial, pois tem várias camadas. O que você chamou de didático, eu achei genial, tipo Ilha das Flores, um didático irônico para falar de vários problemas e hipocrisias no nosso país, e nisso entra também a estética que você considerou poluição visual sem sentido.

    Mas, é isso, as vezes as visões são bem distintas, e temos que respeitar opiniões. Já falei demais, hehe, só termino concordando com Tiago aí em cima, "a verdade é que com pouca grana fizeram algo legal."

  3. Concordo com você. Acho que reformulando os 20 minutos finais, evitando as reviravoltas absurdas, eu consideraria o filme (muito) melhor. Também fico feliz com a evolução do cinema nacional em produzir um óbvio produto de gênero.

  4. Olá Amanda! Fiquei feliz com sua visita e comentário, normalmente tieto o que você escreve no CinePipocaCult.

    Quanto aos comentários, o fato não é necessariamente o implante do chip, mas como o roteiro quer que acreditemos que Edgar planejava que ele seria necessário.

    Quanto ao bandido, o Velinha, eu não me incomodei com a coincidência que o aproxima do Edgar. As vezes é necessário uma aqui e acolá para unir as peças do quebra-cabeças (nada de mais grave). Mas, eu não chamei de didático o filme, chamei? Rs. Eu disse, sim, em outras palavras, que o filme é visualmente poluído. Mesmo que o Afonso Poyart acerte em muitos momentos, ele também erra muitas vezes, e não duvido que tenha sido insegurança, o que ele poderá corrigir em breve.

    Agora, concordo com você numa coisa: fico feliz com a produção diversificada nacional que, sem muita grana, conseguiu produzir um típico produto de gênero. Fraco, na minha opiniào, ótimo, na de outros. O que não tira os méritos do desafio.

    Obrigado pela visita 🙂
    Volte sempre tá!

  5. Estou bastante curioso em conferir esse filme, que realmente tem dividido as opiniões que tenho lido, o que já causa uma discussão em cima da obra bastante prolífica num filme nacional. Parabéns pelo ótimo texto e análise precisa. Sou leitor assíduo do Cinema com Crítica!

  6. Primeira análise perfeita que vejo sobre esse filme.

    @spoilers@

    Confesso que sai do cinema ainda na dúvida sobre quem era na última cena, Edgar ou Walter, e tentei buscar explicações para cada um deles. Fosse Edgard, o filme seria bobo e com alguns furos no roteiro. Sendo Walter, seria muito bom se não tivessem várias falhas no roteiro, todas descritas em seu texto. Ainda lembrei do Sete Vidas (outro spoiler), que tem final bem semelhante.

    No fim das contas, um filme que teve tudo para ser fantástico, acabou tendo um final até interessante, mas com um roteiro repleto de falhas que poderia, ser facilmente contornadas sem precisar gastar muita massa encefálica.

    Jlouredo

  7. Não acho que houve falhas no decorrer do enredo, até que quando vi pela primeira vez ,fiquei um pouco confusa mas quando vi pela segunda tudo se encaixou direitinho na minha cabeça.Por isso gostei tanto do filme, odeio entender de primeira, é legal pesquisar e ficar intrigada porque tudo ocorreu..hahaa. Enfim… Cada um tem sua opinião. Também acho que no final o plano do Edgar não era dar uma família pro Walter, seria muito sem noção uma pessoa abrir mão do filho e da mulher para dar para outra pessoa.. Acho que quando ele fala "esse é meu plano" no final, é tipo "o que eu planejei acabou dando nisso também ".. Conseguiu matar os criminosos, corruptos e acabou dando uma família a quem ele tirou , essa mudança na direção de seu plano foi devido a ações humanas imprevisíveis, que acontecem mesmo, como sua morte que não estava programada.Ou seja , dar uma família a Walter não era parte do seu plano inicial.Gostei muito do filme e fiquei feliz por ser um filme brasileiro, poder acompanhar a mudança na direção do cinema brasileiro, sair de comédias romanticas retardadas com aqueles mesmos personagens de novelinhas das 9 .O bom de "2 Coelhos" foi que ele não seguiu limitaçoes impostas por Globo Filmes da vida, e isso dá para perceber no decorrer do filme.Filme ousado com um elenco espetacular.
    Luna Kappel

  8. Galera, não acho que devemos ser tão exigente. O filme e a tentativa de produzir algo inteligente e fora dos padrões nacionais foi muito boa. Com falha ou sem falha no roteiro o que esse cara conseguiu produzir com essa merreca é algo fabuloso. Ele tem a minha admiração.

  9. Eu admiro o esforço dele e deixei bem claro na crítica. Mas devemos ser exigentes com todas as produções, nacionais ou não, infantis ou não. Logo, não posso afirmar que o filme seja a tentativa de produzir algo inteligente porque tem falhas grosseiras no roteiro, infelizmente.

  10. Gostei Muito do filme e acho que você deve assisti-lo mais uma vez para ver que não tiveram falhas , haha ; )
    O pingente foi colocado depois que Maicon disse que a "gata era inconciliável", não foi muito antes. Quando ele colocou o sensor na mala, como era o de distanciamento ele quando usou teve que pedir para ela pular do carro, porque se fosse de proximidade ele iria trocar o plano de novo e fazer de um jeito que Maicon morresse igual ao deputado. O encontro dele com assaltante, ele mesmo citou a teoria das probabilidades confirmando que era um acontecimento quase improvável. O plano de Edgar não era devolver a família a Walter e sim matar os criminosos, e Walter participou para ganhar dinheiro, porque tava precisando e era contra toda a corrupção , como ele fala nos flashes que aparecem durante o filme das aulas assistidas por Edgar com o prof. Walter antes do acidente(já que depois ele não deu mais aula).Júlia ficou com Walter no final porque os 3 companheiros dela morreram, e Walter tava com todo o dinheiro..Enfim.. Dos filmes brasileiros já assistidos por mim, considero “2 coelhos” o melhor, e o fato de não ser da Globo Filmes como Luna disse faz sentido , e ela deve está torcendo para “2 coelhos” não bater “Tropa de Elite 2 “nas bilheterias, haha o que na minha opinião é provável já que oferece muito mais violência, romance, comédia) . Qualquer comentário ,correção pode escrever aí.
    -Áurea Xavier

  11. Oi Aúrea. Obrigado pelo comentário.
    Bem, a narração voice over da "teoria das probabilidades" é apenas uma desculpa sinônimo de "ignore, deixe para lá, nem eu (o roteirista) sei o que estou fazendo agora". E devo discordar, o plano dele era matar os bandidos E dar uma nova família a Wálter, daí o nome 2 Coelhos.
    Não acho que vá bater Tropa de Elite 2, as salas do filme diminuíram na segunda semana e ele não foi muito bem sucedido no fim de semana de estréia.
    Até mais.

  12. Olá pessoal. Fiquei satisfeito com a debate sobre o filme 2 coelhos, eu assisti na terça-feira (24.01) e estava até hoje procurando na rede alguém que concordasse que não havia explicação coerente para o final do filme, principalmente se tratando do personagem Walter, não consegui ver motivo para ele ajudar o Edgar, será que dinheiro seria o motivo? Isso não implicaria numa questão moral? Logo ele que sofreu as agruras da injustiça e da corrupção? O personagem mais prejudicado na história nivelou-se por baixo, igual ao deputado, então não temos salvação? Ficam aí alguns questionamentos.
    Agora, em se tratar de linguagem, técnica e ritmo já assisti muitos iguais. Não acho que o diretor tenha sido o primeiro a utilizar. Fernando Meirelles, no Filme Cidade de Deus já tinha
    se utilizado do modelo de filmagem, claro que maneira menos intensa.

  13. acrescentando ao seu último paragráfo: nem o roteito e nem seu texto fazem sentido. Mas o que precisa fazer sentido? a vida? Por falar nisso, se puder me dizer onde encontro o texto sobre vida e morte que aparece no filme, eu agradeço.

  14. Eu pensei que aquelas aulas que o Walter dá fossem após o incidente todo do filme. O que me fez pensar isso é o sorriso escroto que o Edgar da pra ele (como se os dois compartilhassem uma piada) e o ultimo passo de Walter, em que ele parece mancar (ele levou um tiro no pé durante um tiroteio). Eu acredito que aquilo tenha se passado posteriormente porque o Edgar parece ter sobrevivido ao tiro. Em alguns momentos mostra ele no hospital, um pouco atordoado, vendo o pai na maca do lado, sem contar que, bem, se ele ta narrando, ele deve ter ficado vivo, pelo menos é a forma como eu enxergo.
    Por algum motivo eu acredito que tanto Walter quanto Edgar tinham um relacionamento com Julia, no período em que se passa a história do filme e que era algo meio consentido, aí isso explicaria o final e o plano de deixa-los juntos. No entanto, acho que nessa parte estou devaneando demais.

  15. Não é um diálogo! O professor, Walter, está numa biblioteca dando uma aula. e como acontece durante o filme todo, fica num sem fim de idas e voltas. No final, enquando, Edgar estava morrendo, Walter lê um texto sobre o significado da vida e da morte, que me parece ser conhecido, mas nao estou conseguindo achar. Se puder me ajudar, agradeço.
    Quanto à sua dúvida ao meu comentário, achei interessamte, pois no texto da crítica você tem que mostrar sempre tanta certeza sobre as suas opiniões, que causa estranheza para quem lê..rs Afinal, quem tem certezas? eu pelo, menos, apesar de ter minha opiniões, sou uma eterna incerteza…rs…mas isso é outra coisa…se puder me ajudar em relação ao texto, agradeço mesmo.
    Luis

  16. Eu vi o filme uma vez só e a impressão foi muito boa. Deve ser viagem da minha cabeça, mas o final do filme nao me incomodou. Acho que foi porque eu entendi errado, hehe…

    Fiquei o filme inteiro tentando decifrar o personagem do caco ciocler porque ele nao tava fazendo sentido para mim… Ele nao tinha motivo para gostar do Edgar, tão pouco para participar do plano dele. Fiquei o filme inteiro esperando ver o que raios o Edgar prometeu para ele, como se deu a aproximação…

    Daí quando eu vi a cena final pensei: E se o plano não era do edgar? E se quem estava matando dois coelhos o tempo todo era o Walter? Ele tinha elementos suficientes para bolar o plano: sabia do envolvimento do edgar com a promotora e da participação do deputado. Tava ali no restaurante, conversou muito com o pai do edgar… Daí era só inspirar o rapaz a construir a tramoia toda como se fosse ideia dele… E depois descarta-lo no melhor estilo "garotas selvagens" (tá é uma referencia escrota, eu sei, mas pensei nesse filme na hora…).

    Daí a morte do edgar seria parte do plano (tanto que os bandidos chegam no hotel de forma rápida e misteriosa e justamente quando a Julia nao tá lá… sem ninguem contar para eles é meio dificil… seria mais logico eles pintarem no restaurante…).

    Mas enfim…

    Quantos aos chips, provavelmente ele só é um cara previnido e pensou num plano A e num plano B. Nao achei que isso avacalha a trama. O que mais me incomoda alias é ter quatro caras apaixonados pela mesma mulher… Puta desculpa esfarrapada para fazer o pessoal se encontrar…

    Mas eu gostei muito do filme. Desde os efeitos até a construção dos personagens passando pela crítica social (e por termos um filme composto de anti-herois; nao tem um personagem ali que nao tenha um podre muito sinistro que emperra a empatia do público).

  17. Seria uma interpretação interessante se não falhasse em um ponto: a narração de Edgar. Mas, vale a pena como degustação pós-filme e, sim, os efeitos especiais e a direção são realmente inspiradas.

    Abraços.

  18. Márcio, você é o único iniciante a crítico, em meio a outros críticos de verdade, que deu 2 estrelas para este filme. Até a Isabela Boscov da "Veja" aprovou. Logo ela que é ferrenha com os filmes nacionais.
    Só na tua cabeça há esses furos de roteiro. A montagem fragmentada é que acabou de te deixando desnortedado.
    Se não gosta de um filme "pensante", assita aos tradicionais como o simples e fraco "Os Descentedes" que você deu 4 estrelas (deve ter sido influência do Oscar).
    O Espectador de "2 Coelhos" vai ao cinema atrás de boas imagens, efeitos e edição rápida, combinadas com uma boa trilha sonora. "2 Coelhos" é um filme de experimentação em várias áreas, como na fotografia que você achou polúida. É, cara, tô achando que seu fraco são aqueles filme-novela da Globo Filmes. Imagem mais simples não há. Deve ter assitido "Agamenon" escondido e, com vergonha, não postou a crítica aqui.
    Foi demais pra sua cabecinha, não foi? Tanto que endossou a crítica de outro leitor, dizendo que deveriam ter reformulado o final, ou pior, cortado, os últimos 20 minutos finais.
    Se está atrás de realidade, coesão ou coerência, vá assistir a um documentário.
    Não foi bem de bilheteria pois o público brasileiro ainda não é capaz de entender uma linguagem diferente das novelas. Não é nem mais capaz de ler legendas. Tanto que aumentaram o número de cópias dubladas. É por isso que os filmes da Globo conseguem bilheteria.
    Seja justo e dê no mímino 3 estrelas. O pessoal que escreve aqui estão validando a sua opinião porque devem ser seus amigos. Colegas de repartição.

    OBS.: quem da sua idade, hoje em dia, conhece ou gosta de "Fellini 8 e 1/2". Um filme de devaneios que vale mais por algumas cenas, improvisadas,nem tão boas assim, do que pelo conteúdo inteiro. Sinceramente,um cara que gosta de Fellini 8 e 1/2 não tem moral pra cobrar lógica em "2 Coelhos".

    Antes que pergunte, não sou adolescente.

    Mauricio – 31 anos

  19. Nunca tive problemas com montagens fragmentadas e se eu falei de furos de lógica, bem, eu tenho gabarito para falar deles porque eu os vi e não fui o único. Se, por outro lado, você prefere "experimentações" como disse acho que deve adorar assistir a videoclipes: muitos deles não tem lógica, mas não lindos de se ver. Finalmente, se fotografia estourada, flares ou mudanças súbitas de paleta de cores é vanguardismo, aí eu deixo de criticar cinema…

    Em relação ao interlúdio do seu comentário (acredite, você conseguiu disparar para todos os lados e não acertou nenhum), eu detesto "filmes da Globo" – leia as críticas de Cilada.com ou Assalto ao Banco Central. Aliás, leia de O Homem do Futuro e verá que eu segrego a produção nacional entre dois pólos.

    Agora você quer criar um idade para gostar de cinema, aí a casa caiu para o seu lado. Não gostar de 8 1/2 é uma opção sua. Eu gosto e é um dos melhores filmes do cinema, na minha opinião. Traduz muito bem o que é ser refém de um bloqueio criativo, da angústia de ter algo para falar e não conseguir produzir e da intrincada vida de um diretor. Uma pena que você o ache improvisado e de devaneios.

    Márcio – 28 anos

  20. Márcio, você é quase da minha época. Nós crescemos assitindo as comédias americanas da sessão da tarde. Os melhores filmes vieram em 1994 com "Forrest Gump", os épicos "Coração Valente", "Titanic", dramas de Guerra como "O Resgate do Soldado Ryan" e "Falcão Negro em Perigo", dentre outros até hoje. Gosto dos filmes antigos. Meu filme preferido é "Terra em Transe" do Glauber Rocha (em preto e branco, edição agil, interpretação encenada na hora).
    Penso que para ser crítico é necessário ser atual. Quem aguenta ver aqueles filmes antigos, com roteiro cansativo que não leva a lugar nenhum. Tinham a metragem estendida paras ser vendidos como épico, fazendo valer o ingresso.
    Eu não tenho paciência mais. E olha que desde os 14 anos passei a assitir de dois a três filmes ao dia, varando madrugada,como se estivesse perdendo o fio da história.
    Quando assito a "Ben Hur", divido em quatro partes como se fosse uma minissérie. Acho mais prazeroso assim.
    Não se pode esquecer os clássicos, tudo bem, mas o clássicos de nossa época são outros. Assista "Lavoura Arcaica" ou "O Invasor", caso não tenha asistido. Considero esse dois mais épicos do que aquelas porcarias que as grande mídias vem nos jogando na cara há tanto tempo.
    Todo mundo a quem pergunto detesta "Cidadão Kane". Tá na lista dos melhores filmes do século, pelos americanos e ingleses, o que é uma besteira. Já assiti algumas vezes e considero um dos piores. "Terra em Transe" é mil vezes melhor que aquela porcaria que os críticos de hoje, com mais de 60 anos, idolatram. Daqui a uns 15, 20 anos, a crítica que está aí vai estar aposentada, e esses filmes, se não vão desaparecer, deixarão de ser menos citados, caindo no esquecimento com o tempo. Já assisti a vários filmes de Fellini, Visconti, Pasolini, e pra te falar a verdade, não vejo grandiosidade em nenhum deles. Cada um tem as suas características pessoais (como o Álmodovar, que deveria ter se aposentado em "Fale com Ela") mas nenhum desses filmes, hoje, tem um reunião de atores-roteiro-diretor como " Magnólia" ou qualquer flme do Paul Thomas Anderson. Pra não citar Michal Mann com "Fogo Contra Fogo", "O Informante" e "Colateral". Esse pessoal dos anos 60 criou fama através dos festivais que sempre os prestigivam e era divulgado em todo mundo. Como o cinema americano e o Oscar. Ele criaram a fama desses diretores e com isso entraram na história. Mas, insisto, troco a catálogo de qualquer um deles por "Laranja Mecânica" do Kubrick. Ele sim, fez um filme em plenos anos 70 que a cada década parece atual. Desse, crítico nehnum vai esquecer.
    Hoje, assisto de tudo mas seleciono. Prefiro filmes estrangeiros como "Incêndios", "O Grupo Baader Meinhof" ou "Paradise Now". Os nacionais. E não perco a mania pelas comédias, mas só aquelas de qualidade como "Amor a toda Prova" com Steve Carell, que é a densidade do roteiro está mais para dramédia.
    Não fica preso no "8 e 1/2" não. O Luiz Carlos Mertem do estadão, em quase toda crítica cita "Rocco e seus Irmãos" e o Rubens Ewald já deixou escapar que gosta de "Sissi – a Imperatriz". Se for para ser como um desses críticos chatos, pelos menos use como exemplo o "Cidade de Deus". Filme, que, se fosse americano, teria levado 11 Oscars.

    Abraço,

    Mauricio

    (desculpa se eu te deixei nervoso)

    E, ia me esquecendo.

    "2 Coelhos" é sim um grande filme e o roteiro é redondinho.

    KKKKKKK!

  21. Eu não vou alongar essa discussão. Li muita coisa, algumas bobagens, e não vou nem dizer que muitas das técnicas que te impressionam no cinema de hoje vêm de "Cidadão Kane" ou do realismo italiano, ou da nouvelle vague. Deixa para lá.

    Apenas para frisar, não estou (e nunca fui) preso a "8 1/2". Limito-me a divulgar a lista de filmes que vi em 2011 – http://www.imdb.com/list/oq-yl1Y_SqY/ – e a partir dela você tira suas conclusões ou não.

    No mais, você não me deixou nervoso, apenas decepcionado. Lendo seu texto parecia que você seria um cinéfilo inteligente de discutir, mas no final, é apenas mais um que acha que é cinéfilo. Só para constar: filme não vê data, não vê país, não vê formato. Apenas é bom ou não.

    Abraços.

  22. O filme é 10! Sua crítica é infundada…
    Cinema, filmes são assim..cheios de fantasia… Mc Gyver era pura fantasia e fez mto sucesso…não é hora de filosofar, é hora de dar o braço à torcer e concordar q o cinema brasileiro tá cada vez melhor!!
    mas o q seriam dos críticos se não criassem polêmica, não é mesmo?

  23. O que McGyver tem a ver com 2 Coelhos é um mistério que um dia eu pretendo desvendar.

    Afora isso, eu jamais argumentei contra o cinema brasileiro, pelo contrário, sou fã como comprova minhas críticas de O Palhaço, Homem do Futuro, Amanhã nunca Mais ou Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios (na Mostra de São Paulo). Antes de falar qualquer coisa a respeito, que tal contextualizar-se?

    Finalmente, não acredito que 1.448 palavras seja uma crítica infundada. Seu comentário sim.

  24. Olá Márcio Sallem,

    Vi o filme ontem e confesso que gostei muito porque, de fato, Afonso Poyart conseguiu inovar de forma que o filme consegue nos prender, divertir, questionar, de certa forma, nos faz viajar com efeitos e trilha sonora empolgante. Concordo com o Maurício no que diz respeito a nota que você deu. Acredito que ela deveria, sim, ser melhor e penso que você deveria ser mais humilde, principalmente, em suas repostas. Concordo com você que o filme nos deixa, de fato, com a sensação e/ou certeza de falha no roteiro, mas no todo o filme é inteligente, diferenciado e concerteza merece uma nota melhor. Espero que você tenha um pouco mais de humildade e veja esta opnião de uma forma diferente. Desarme-se! Você é inteligente e tem tudo pra ser um grande crítico.

    Atenciosamente,

    Valdir, 31.

  25. Como o Valdir, eu também concordo com o Mauricio….
    pelo simples fato de eu ser o Mauricio.

    KKKKKK!

    Abraço,

    Mauricio

  26. Não sou um crítico de cinema nem nada do gênero. Ao contrário, sou um telespectador comum que quer apenas entender a história do meu ponto de vistab não procurar defeitos visuais e falhas em roteiros. Apenas quero entender o que o filme quer que eu entenda.
    Assisti ao filme 2 Coelhos e achei interessante para os padrões brasileiros.
    Ao final, pensei um pouco e cheguei a conclusão: 2 Coelhos seriam a família de Walter e a questão dos corruptos e bandidos. Não creio que a intensäo de Edgar seria dar sua amada e seu filho a Walter (no meu ponto de vista, acho isso coisa de extraterrestre, não de humanos), acredito que, como já citaram, isso foi obra do acaso, não foi planejado. A única lacuna que não foi preenchida foi o porquê de Walter ter ajudado Edgar se o mesmo tirou-lhe sua família. Na minha opinião, o filme foi excelente. Dos filmes nacionais, passo a considerar ele e "O Homem do Futuro".

    Íkaro, 15 anos.

  27. Filme muito interessante. Me surpreendeu muito. Acredito que será um divisor de águas no cinema nacional.Só acho que o público foi baixo porque o povo brasileiro ainda não tem cabeça para filmes do tipo.
    Queria parabenizar Afonso Poyart que fez uma obra-prima com pouco dinheiro.
    Gostaria de saber o autor do texto sobre a morte, citado no filme pelo ator Caco Ciocler.Se alguém souber, comunique-se.

    João Vitor, 19 anos.

  28. Gostei muito do filme, legal ver esse estilo de direção numa produção nacional, os maneirismos visuais, referência a Tarantino, Guy Ritchie etc…

    Mas realmente o final me incomodou um pouco, há muitos filmes que primam por deixar mais perguntas que respostas, mas não esse tipo de filme. Em filmes de ação com tramas intrincadas e reviravoltas ao meu ver não cabem essas interrogações, me soou como falha de roteiro, seja por falta de lógica ou de elementos elucidativos. A ajuda do Walter no plano foi incoerente, sua aparição no momento da entrega da grana pro deputado também, a morte do Edgar e principalmente do pai também seriam incoerentes se planejados pelo próprio Edgar, dar sua mulher e filho pra ele também, supor que a Julia não perderia o bebe saltando do carro idem. A aparição dos bandidos no hotel também. E olha que esqueci de algumas outras enquanto escrevia.

    Me decepcionou o final. O roteiro relamente é fraco, mas ainda assim prefiro ver o copo meio cheio e enaltecer a evolução de ver uma direção nacional de alto nível. Espero que o diretor encontre um roteirista melhor no próximo filme.

    Obs. Não sou cinéfilo, apesar de gostar muito de filmes, principalmente os não convencionais.

    Rodrigo

  29. Poderia-se até dizer que este filme é um pacote de idéias oriundas dos filmes, rockn'rolla, 7 vidas (final), adrenalina e outros filmes de ação americanos. Talvez seja mesmo. Entretanto é bom ressaltar que este pacote de idéias foi elaborado e executado com muito êxito. Tudo depende do estilo preferido de quem assiste ou até da sua capacidade de assimilação. Assim temos que aplaudir a forma que as idéias foram jogadas durante o filme, prendendo o telespectador do início ao fim, surpreendendo com o final inesperado, más talvez não indédito. De qualquer forma, este filme mostrou que o cinema brasileiro pode sim ser melhor que o americano, até mesmo na praida deles, pois convenhamos, o gênero destes mesmos filmes dos quais as idéias talvez tenham sido copiadas já está bem desgastado e ninguém como nós consegue utilizar um humor inteligente com criatividade para agregar valor aos nossos filmes.

  30. existe uma falha ainda mais grave no roteiro que não foi comentado.

    qual é a idéia dois coelhos? pra mim parece um conceito q na hora de aplicar na narrativa não funcionou. tendo em vista q "matar os 2 coelhos" é matar o bandido (marat descartes)e o deputado. se o protagonista já tinha pessoas infiltradas entre o chefe da quadrilha (alessandra negrini) e o deputado (a esposa traidora), não era mais fácil mata-los através desses infiltrados. por exemplo colocando um veneno na comida, ou uma bomba nos carros deles. a mulher do deputado, em vez de botar o tal do chip no paleto do deputado. podia simplesmente trocar a valise dele por uma que tivesse uma bomba. o chip de aproximação é totalmente desnecessário. é mais fácil, e seguro, ativar a bomba por controle remoto, evitaria aquela correria quando descobre que a negrini corre o risco de explodir ao entregar a mala. a parte do "assalto ao assalto" tbm é dispensável. tanto trabalho para colocar a bomba na mala de dolares. pra que? só pra ficar tudo mais espetacular? para que esse plano mirabolante sendo que só torna tudo mais difícil? uma pessoa desatenta pode pensar "olha, que bem bolado. que sacada." mas na vdd é tudo amarrado de forma pateticamente frouxa.

  31. Gostei do visual do filme e das atuações. Fiquei preso até o fim pra ver se o círculo se fechava, mas também fiquei com muitos questionamentos: a esposa do deputado o estava traindo, mas qual o real motivo para matá-lo? Faltou alguma razão mais forte aí! Se ela era parte do plano, como Edgar poderia ter certeza que Walter a seduziria? Bom, tem outros furos e até achei que a jogada final seria Walter matar a mulher grávida para se vingar e, caso isso acontecesse, talvez ficasse mais satisfeito com essa reviravolta.

  32. Assisti a esse filme ontem. Confesso que comecei a procurar informações sobre ele porque achei que alguns pontos do filme ficaram mal explicados (como o próprio final – a Julia sabia que ia "substituir" a família do Walter?).

    Confesso também que achei que só iria encontrar elogios, pois achei um dos melhores filmes que assisti nos últimos tempos (cito "meia-noite em paris" e "a onda" como outros filmes que me cativaram). Mesmo considerando as pitadas de sorte e de acasos que fazem o plano dar certo, achei o roteiro muito bem amarrado.

    Com relação a esse assunto, do acaso e da sorte, cito alguns livros – clássicos e incríveis, em que o personagem principal se utiliza destes recursos para que um plano dê certo, entre eles "crime e castigo", "oblomov" e "o hobbit" (este último que irá virar filme e, tenho certeza, será vencedor de diversos oscar's, assim como foi senhor dos anéis – outro livro em que a sorte e o acaso são fundamentais).

    Vi que as pessoas não entenderam a razão pela qual Walter participou do plano. Na minha humilde opinião ele não tinha raiva de Edgar e sim do político que o absolveu, do pai que pagou o político e do sistema.

    Achei esse filme fantástico, mas minha opinião é de expectador. O filme me prendeu do início ao fim – e que fim.

    Alexandre

  33. Pra mim critico não paga os filmes, nem as contas dos que fazem os filmes
    logo um critico tem pouca utilidade!!
    O que realmente importa é o publico pagando!!

    OS criticos podem dizer o que quiserem, mas enquanto não pagarem ou fazerem os filmes e ver como quem importa é o publico gostar !!

    Critico não pagas as contas!!!

  34. Segundo o site Variety, o filme brasileiro “2 Coelhos” teve os seus direitos de remake comprados pela Tango Pictures. A produção foi escrita e dirigida por Afonso Poyart (“Eu Te Darei o Céu”). Ainda não há confirmação de quem poderá dirigir a nova versão do filme nacional.

    A Tango Pictures bateu várias outras concorrentes que estavam interessadas na obra. O filme abriu as portas para Poyart, que se encontrou recentemente em Los Angeles com nomes de peso como Brian Grazer (produtor da série “24 Horas”) e Stacey Snider, da DreamWorks.

    Pra vocês verem como a critica deste site é equivicada.

  35. vi o filme e achei que deviam ter mais respeito com a musica do Radiohead… usaram uma musica deles de forma correta e dentro do contexto no final de Bruna Surfistinha, mas no filme 2 coelhos ficou horrível, tocando varias vezes, sentido algum… a câmera lenta no filme é super exagerada fazendo com que o real sentido de dar enfase a cena se torne banal, bem… olhando com bons olhos eu digo que espero com muita expectativa o próximo filme desse jovem diretor… mas esse filme foi meio que uma tentativa frustrada de tentar inovar e surpreender.

    AH! Deviam ter dado o credito do texto sobre a morte tbm, né? seria mais fácil de achar

  36. Bom, acabei de ver o filme e estava a procurar por algumas críticas sobre o filme, e me surpreendi! Em sua maioria, o filme é exaltado, e apesar de muitas ponderarem a respeito do uso excessivo e talvez um pouco desordenado dos recursos visuais, não tinha encontrado até o momento uma crítica que levantasse os pontos aqui presentes. Devo reconhecer que há sim aspectos no enredo que poderiam ser mais trabalhados, e que foram muito bem observados aqui; contudo, é no mínimo estranho dizer que o roteiro não faz sentido! É um pouco complicado entender COMO um crítico pode ter uma opinião assim tão divergente, e até mesmo pretenciosa(sim…pretenciosa) de um filme que foge do comum, do previsível, e peca em alguns pontos do roteiro, mas nem de longe o suficiente para receber 2 estrelas, mesma avaliação recebida por "In time", por exemplo! Simplesmente não dá para entender como 2 filmes muito distintos quanto a qualidade do enredo podem ter recebido a mesma nota!
    Não é tarefa simples entender qual o critério utilizado. Mais difícil ainda é compreender se apenas não gostou do filme, por apreciar outros gêneros(que acredito não ser exatamente o caso), ou se é apenas um deslize no meio de tantos outros textos tão pertinentes e completos. De qualquer jeito, parabéns pelo trabalho. Aprecio muito suas críticas, e não estou de modo algum pondo em dúvida a capacidade e competência que tem demonstrado ao fazê-las! Temos apenas pontos de vista diferentes a respeito de "2 coelhos".
    Um abraço

  37. Obrigado pelo comentário. Bem, as "estrelas" (malditas sejam rsrs) são apenas indicativos, mas jamais comparativos entre dois filmes.

    2 Coelhos além do roteiro fraco, mal acabado e forçado tem outros defeitos, como o exagerado uso de recursos visuais disfarçado de vanguardista.

    O Preço do Amanhã também tem um roteiro fraco, mas por motivos distintos: o mal uso de uma ótima premissa. Além, é claro de ser comum demais.

    Se escolhesse um, prefiro 2 Coelhos. As estrelas apenas indicam um estado de espirito. No fundo, apenas a critica vale.

    Abraços.

  38. Compreendo a questão das estrelas, e apenas julgo que 2 coelhos não tenha um roteiro assim tão fraco, pelo contrário. Mas enfim, agradeço pela atenção dispendida. Agora verei "O espião que sabia demais", que por um acaso já estava em minhas mãos antes mesmo de encontrar uma crítica sobre o mesmo aqui! Em breve comentarei lá também, e algo me diz que concordarei plenamente com o texto! kk

  39. Mandou muito bem Ivan!
    Eu gostei do filme mas me incomodou o roteiro assim como incomodou ao Marcio Sallen e outros por aqui.
    Pra ser bem sincero, fiquei atrás de criticas negativas ao filme pois eu, apesar de gostar do filme, me incomodou demais este roteiro.
    Mas veio o Ivan falando da mala explodir por controle remoto, ou de usar os infiltrados para a vingança ai falei, isto!

    Abs,
    Kadu Campos

  40. Assisti o filme ontem… e gostei.
    Sim, o final deixa a desejar, como já foi dito em comentários anteriores.
    Mas o filme fez o seu papel, que é o de prender o expectador (pelo menos comigo funcionou) até o final.
    Vejo muitos filmes… e já vi filmes piores que 2 Coelhos (na minha humilde opinião) cairem nas graças dos críticos.
    A crítica é util, e nesse caso, o crítico fundamentou o seu ponto de vista… mas não tomem a crítica como absoluta, afinal, gosto é gosto.

  41. Claro Robson, a crítica não é absoluta e eu mesmo não sou dono da verdade 🙂

    Queria compartilhar a sua empolgação, mas o filme não me prendeu. Achei "maneirinho" os recursos empregados por Afonso Poyart, mas se não concorre para uma boa narrativa, para mim é exibicionismo em vão.

    Abraços e obrigado pela participação.

  42. Concordo com você Ivan, ficou um tanto no ar a história dos dois coelhos. Tentei achar umas explicação coerente pro nome após assistir e não consegui!
    Porém mesmo com os problemas, entra pra lista dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos!

  43. Gostei do espaço dedicado a filmes.

    Achei "Dois coelhos" um excelente filme e acho que merecia mais estrelas, rsrs.

    Quanto à trama creio que a aula dada pelo Walter se passa após os fatos ocorridos, portanto Edgar não morreu. Ele "matou" dois coelhos com uma paulada só, restituindo a Walter a família perdida e indenizando-o com o dinheiro roubado. Seja por culpa, altruísmo ou por uma questão de justiça sua intenção desde o começo era essa.

    Se sua aparição ao final da aula de Walter fosse anterior ao filme ele não precisaria aparecer disfarçado, com barba e bigode não?

    Minha opinião, rsrs.

    Luiza Jardim

  44. Não sou muito bom nessas coisas não, mas como o espaço é aberto, vou dar minha opinião também:

    O filme é excelente!

    Dois coelhos = Políticos gananciosos e criminosos.

    Walter: um professor que entendeu a causa da morte, faz isso muito bem feito em sua penúltima aparição onde recita o livro sobre a morte e a vida. Portanto o começo da história e não o seu final. (lá esta Edgar, seu aluno ou ouvinte talvez antes de toda a trama)

    Edgar: Monta toda a trama com sua namorada e Walter, seja por remorso de sua absolvição pelo acidente ou não, ao ponto de ir embora do pais.

    Dois pontos agora:

    Ponto 1: O que a mulher do deputado esta fazendo com O Walter, ela entra e sai de cena sem uma explicação plausível. (apenas uma gaita na história) Amando Walter? Talvez.

    Ponto 2: Como o próprio Walter recita o livro, (VIDA e MORTE) o desfecho final não foi do jeito que os três queriam. A ligação de Edgar para o Walter fecha esta questão ou seja: Se ele morresse na transação o Walter ficaria com tudo. Dois chips (coelhos)quando da aproximação explode tudo! O deputado e o criminoso. Deu errado)
    Dois chips (coelhos) quando separados (plano dois) (conserta o que deu errado no plano 1)

    Alguém tem que pagar com a morte: Edgar.

    Taí, a ligação de Edgar para Walter no final:

    "Se der errado, fica com tudo!"

    Hummmm! Walter queria matar Edgar pela morte de sua esposa e filho, ou aquela perseguição foi só para dar um lance na história?

    Excelente enredo!

    Parabéns a toda equipe!

    Nelson Costa.

  45. Olá, assisti a "2 coelhos" nesse findis e curti muito o filme, gostei mesmo. Não vou entrar no mérito das críticas, pra mim foi divertido, agitado, prendeu minha atenção e me fez pensar. Por isso, na minha opinião valeu demais.
    Quanto ao texto sobre a "vida e a morte" o autor é o falecido gênio STEVE JOBS, e faz parte de um discurso que ele fez numa formatura em Stanford, no final de 2005, após ter descoberto que estava com câncer de pâncreas. Abraços !

  46. Político corrupto ir pro corpo a corpo com a bandidagem? (sem laranjas?), amante de professor compactuar com assassinato do marido (que diz que a ama) de uma hora pra outra? Professor universitário, com uma pistola, acabar com uma gangue inteira munida de metralhadoras? E todo tiroteiro ocorre no centro de Sampa e não se ouve, ao menos ao longe, a sirene da polícia? Em um momento da trama ouve-se a narrativa "para se ver a falha de um projeto é necessário se afastar do mesmo". Acho que eles precisariam se afastar um pouco do roteiro. Fora isso é ação pura. Um marco divisor de águas!

  47. Achei engraçado… "o chip de aproximação é totalmente desnecessário. é mais fácil, e seguro, ativar a bomba por controle remoto". Claro! Na verdade o ideal seria contratar um sniper e acabar com os corruptos com tiros certeiros! Bem mais fácil! Não sei como não pensaram nisso…

    Márcio, gostei muito do seu texto – principalmente por não concordar com tudo – essas críticas são sempre as melhores! Acho que o filme merece pelo menos três estrelas (pobres coitadas!). Assim que vi o trailer achei o filme interessante e diferente para o padrão das produções brasileiras. Fiquei curiosa, assisti e gostei do resultado – tirando alguns aspectos do roteiro. Sou suspeita pra falar, mas adorei a trilha sonora! Sobre alguns dos comentários, esse filme é bom – mas (wadr) acho que está longe de ser uma das melhores produções do nosso país!

    Dani

  48. O filme é mesmo nota dois, boa crítica, dou-lhe o valor da tentativa e da ambição mas nada mais que isso. A fotografia é péssima, a edição não é nada de novo e muitas vezes é desnecessária ou até "enjoativa" e o guião.. bom esse nem se fala, que trapalhada. Li para aí muita estupidez sobre o 8 1/2 etc.. falar dum filme como o 8 1/2 numa critica a um filme destes chega a ser ridículo. Agora uma coisa é certa, o Cinema brasileiro tem vindo a crescer e de que maneira, desde cidade de deus, tropa de elite 2 e estômago, são apenas alguns filmes que realmente provam as capacidades do cinema no brasil. Saudações de Portugal.

  49. 2 Coelhos é sempre comparado às obras do Guy Ritchie, mas apesar de transbordar personalidade, os filmes de Ritchie também são cheios de furos de roteiro e com personagens e situações absurdamente mais inverossímeis que os de 2 Coelhos, mas que mesmo assim não tiram o brilho e a diversão dos mesmos.

  50. Quem sabe a gente não pede ao diretor uma versão linear do filme para ver se tem furos no roteiro? Coincidências fantásticas acontecem na vida real!!! Assisti o filme em Blu-ray (DVD is dead!) três vezes e o acho ÓTIMO e a qualidade de imagem geralmente é boa, mas as vezes o som das vozes não está bem claro.
    Agora escrever "..Ainda assim, é um fracasso interessante…" é realmente não respeitar a árdua tarefa que este pessoal teve para fazer 2 Coelhos !!!!

  51. Fico com o comentarista. O filme é superficiale se utiliza de twists improváveis e exagerados para manter a atençao da platéia. Muita estética e pouquíssimo conteúdo. Somente discordo no quesito fotografia. Gostei do trabalho, mas que acabou pecando pela falta de continuidade.

  52. no fim, quando a mulher pula do carro, voces precisam notar a altura do bandido à porta do carro, antes e depois da mulher lancar o colar. É muito diferente.

  53. Márcio Sallem, me disseram uma vez que critico é ótimo em analisar o que não soube ou não pode fazer. Nós não assistimos filmes buscando que todos os fios sejam estrategicamente elaborados, depois de muito tempo, acabei assistindo e fiquei maravilhado com esse filme. Assistir um filme por diversão é bem mais interessante que no seu caso como critico, mas se você estava certo, quem esta errado? porque hoje Afonso Poyart é requisitado para Dirigir Solace O longa que marca a estreia do brasileiro em Hollywood com dois atores do elenco de peso: Anthony Hopkins e Jeffrey Dean Morgan.
    Primeiro trabalho do cara, bancou o filme, tem dó..

  54. Márcio Sallem, me disseram uma vez que critico é ótimo em analisar o que não soube ou não pode fazer. Nós não assistimos filmes buscando que todos os fios sejam estrategicamente elaborados, depois de muito tempo, acabei assistindo e fiquei maravilhado com esse filme. Assistir um filme por diversão é bem mais interessante que no seu caso como critico, mas se você estava certo, quem esta errado? porque hoje Afonso Poyart é requisitado para Dirigir Solace O longa que marca a estreia do brasileiro em Hollywood com dois atores do elenco de peso: Anthony Hopkins e Jeffrey Dean Morgan.
    Primeiro trabalho do cara, bancou o filme, tem dó..

  55. resumindo sua indagação foi: "Por que não mataram eles de outra maneira, uma mais fácil?" por que dai não seria o filme que /foi/é né cara? pqp hasuahsua neguinho vê filme americano de ação e não fica reclamando assim …

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