Aumentando seu amor pelo cinema a cada crítica

Justiça Artificial | A ficção científica que não queríamos: uma IA sem ideias

Nesta análise, destrincho Justiça Artificial (Mercy) com olhar rigoroso: não apenas como ficção científica, mas como obra que fala de sociedade e ideologia. O filme de Timur Bekmambetov propõe um futuro em que uma inteligência artificial, a juíza Maddox, decide sentenças com base em dados, e um policial acusado de matar a própria esposa tem apenas 90 minutos para provar sua inocência diante dessa “justiça perfeita”.

Apesar de tenso e instigante em alguns momentos, o filme é repleto de incoerências e mau-caratismo narrativo a IA emula emoções humanas sem motivo claro, minando a própria lógica do seu projeto. A direção usa um “thriller imersivo” para mascarar falhas de argumento e contradições internas. E o protagonista, um policial com comportamentos abusivos, é narrativamente tratado de forma que chega a passar pano para atitudes problemáticas, o que compromete o debate que o filme poderia propor sobre violência e justiça. O filme falha ao não discutir como a tecnologia reflete a desumanização da sociedade, optando por entretenimento em vez de crítica.

👍 Curta
🔔 Inscreva-se
✍️ Compartilhe

Acesse

Instagram – https://instagram.com/cinemacomcritica
Threads – https://www.threads.com/@cinemacomcritica
BlueSky – https://bsky.app/profile/marciosallem.bsky.social
X/Twitter – https://x.com/marciosallem
Substack – https://marciosallem.substack.com/
Letterboxd – https://letterboxd.com/marciosallem/

Compartilhe

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar de:

Rolar para cima