E se, em um futuro no qual a humanidade descobriu como interromper o envelhecimento, desistir de viver se tornasse somente uma questão burocrática?
Essa é a premissa de Cartório das Almas, que chegou aos cinemas brasileiros em 29 de outubro, com distribuição da Pandora Filmes.
No filme, Gabriela Correa interpreta Laura, uma jovem de 126 anos que trabalha em um cartório onde recebe pessoas que decidiram renunciar à longevidade e registra os motivos de suas escolhas. Existe, porém, uma contradição em sua própria vida: por força de seu contrato, Laura não tem o direito de interromper a própria existência. Mas, o contato com essas histórias transforma sua relação com a vida e com a morte.
Conversei com o diretor e roteirista Léo Bello e com a atriz Gabriela Correa sobre a criação desse universo de ficção científica, as questões que atravessam a narrativa, a relação entre longevidade e autonomia e os desafios de construir uma personagem diante de uma existência tão peculiar.
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Crítico de cinema filiado a Critics Choice Association, à Associação Brasileira de Críticos de Cinema, a Online Film Critics Society e a Fipresci. Atuou no júri da 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo/SP, do 12º Fest Aruana em João Pessoa/PB, do 24º Tallinn Black Nights Film na Estônia, do 47º TIFF – Festival Internacional de Cinema em Toronto. Ministrante do Laboratório de Crítica Cinematográfica na 1ª Mostra Internacional de Cinema em São Luís (MA) e Professor Convidado do Curso Técnico em Cinema do Instituto Estadual do Maranhão (IEMA), na disciplina Crítica Cinematográfica. Concluiu o curso de Filmmaking da New York Film Academy, no Rio de Janeiro (RJ) em 2013. Participou como co-autor dos livros 100 melhores filmes brasileiros (Letramento, 2016), Documentário brasileiro: 100 filmes essenciais (Letramento, 2017) e Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais (Letramento, 2018). Criou o Cinema com Crítica em fevereiro de 2010 e o Clube do Crítico em junho de 2020.



