Aumentando seu amor pelo cinema a cada crítica

Nova Curadoria no Cinesystem Botafogo

Cinema de rua da Praia de Botafogo é reinaugurado sob a curadoria do Belas Artes

A Praia de Botafogo já tem uma tradição quando o assunto é cinema de rua. Nos anos 1970, funcionavam na região o Cine Coral e o Cine Scala — este último conhecido por exibir filmes adultos. Décadas depois, o espaço foi revitalizado e passou a receber diversos blockbusters que marcaram uma nova geração de cinéfilos.

No dia 16 de julho, o cinema foi reinaugurado sob a administração do grupo Cinesystem, mas com um diferencial: toda a curadoria da programação passa a ser assinada pelo tradicional Grupo Belas Artes.

O evento de reinauguração contou com a presença de realizadores que também são frequentadores do espaço, como o diretor Hsu Chien e o produtor Diogo Dahl. Também marcaram presença o veterano do cinema brasileiro Antônio Pitanga e o escritor Raphael Montes, conhecido por seus livros de suspense e terror e que tem se aventurado no audiovisual como roteirista e produtor.

O Grupo Belas Artes já realiza um trabalho consolidado de curadoria no streaming Belas Artes À La Carte e no tradicional Cinema Frei Caneca, em São Paulo, referência em filmes de arte. Juliana Brito, diretora executiva do grupo, compartilhou que a proposta é fazer da unidade de Botafogo um reflexo do trabalho realizado no Frei Caneca. Segundo ela, além desses dois espaços, o grupo também coordena o Circuito Belas Artes, com sessões em outros seis complexos da rede Cinesystem.

“A nossa ideia é trazer esse olhar diferenciado para a programação”, afirma Juliana, ressaltando que, apesar do foco em títulos fora do circuito comercial, os blockbusters também terão espaço na grade.

Marcos Barros (CEO do grupo), André Sturm (Curador) e Juliana Brito (Diretora Executiva (Imagem: Divulgação)

A chegada do Belas Artes à curadoria do Cinesystem Botafogo promete um olhar para além dos lançamentos. Recentemente, o grupo organizou uma mostra dedicada ao cineasta sueco Ingmar Bergman. Segundo o curador André Sturm, outros diretores serão contemplados futuramente, assim como filmes clássicos e produções contemporâneas de diversos países, incluindo o cinema brasileiro. O curador também garante que os filmes ficarão mais tempo em cartaz e com prioridade para sessões legendadas — salvo em caso de filmes infantis.

“Também teremos o Sonoriza, sessões especiais com apresentações musicais ao vivo — como a de Ritas, nesta sexta-feira, e a de Cazuza, na semana que vem”, adianta Sturm.

Durante a reinauguração, foi exibido o longa belga O Brilho do Diamante Secreto, dirigido por Hélène Cattet e Bruno Forzani, que integrou a seleção oficial da Berlinale de 2025.

Compartilhe

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar de:

Rolar para cima