Aumentando seu amor pelo cinema a cada crítica

O Oscar da Baixada está de volta com mais uma edição de sucesso!

A 2ª edição do Festival de Cinema de Xerém deixa mais uma lembrança de carisma e cultura no coração da baixada fluminense.

O Festival de Cinema de Xerém retornou para mais uma edição entre os dias 5 e 7 de junho de 2025. Neste ano, o evento prestou tributo a Louiz Carlos da Silva — o Louizinho —, presidente do Instituto Zeca Pagodinho, e também à sua mãe, Mônica Silva, esposa do sambista. Ambos são grandes fomentadores da cultura, especialmente na região da Baixada Fluminense. Um ícone do cinema brasileiro também foi homenageado: Antônio Pitanga teve sua cinebiografia exibida na noite de abertura e recebeu a cobiçada estatueta em formato do amigo e homenageado Zeca Pagodinho.

Entre as novidades desta edição, o festival inaugurou a Mostra Competitiva Gospel de Curtas. E, com foco na formação de novos talentos, trouxe o ator Vinícius de Oliveira — eternizado como Josué, de Central do Brasil — para ministrar a Oficina de Atuação para Câmera.

O evento começou com a recepção calorosa a Pitanga, abraçado por Sérgio Assis, idealizador do festival e diretor-geral da EBAV, e por Louiz Carlos, também homenageado. O veterano conversou com a imprensa, exaltando a importância do Festival de Xerém na revelação de talentos para o cinema brasileiro e brincou com o troféu Zeca Pagodinho, que considerou “muito mais verdadeiro” que outras estatuetas — apontando, com bom humor, para a barriga saliente da escultura.

Confira aqui a matéria sobre a homenagem a Antônio Pitanga.

Louiz Carlos destacou a relevância da cultura e a necessidade de produzi-la de forma descentralizada, ressaltando o papel do Instituto Zeca Pagodinho e da EBAV como agentes culturais na Baixada. Ele também compartilhou a importância de Pitanga em sua formação como produtor. A premiação de Louizinho contou com uma surpresa: sua mãe, Mônica Silva, foi chamada ao palco e recebeu um troféu em agradecimento por sua dedicação à cultura local. Sérgio Assis afirmou que muito da realização do festival — e de outras ações culturais — só é possível graças ao trabalho silencioso e incansável de Mônica nos bastidores.

Confira aqui o bate-papo com Louiz Carlos.

No segundo dia do festival, foram exibidas as Mostras Competitivas Nacional e da Baixada de Curtas. A Mostra Nacional apresentou filmes vindos de Curitiba, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Já a Mostra Baixada trouxe à tela grande as produções de realizadores locais. Entre eles, o diretor iguaçuano Marçal Vianna, ex-aluno da EBAV, que apresentou a sátira política Paçoca. Os filmes exibidos exploraram dramas e personagens regionais, valorizando as paisagens e identidades locais — como o curta Desde Criança Sempre Quis Morar no Rio, produzido em Magé, que conquistou diversos troféus nesta edição.

Confira aqui o bate-papo com Marçal Vianna.

A Mostrinha de Cinema, voltada para o público infantil, encantou alunos de escolas da região com sessões recheadas de pipoca, refrigerante e magia cinematográfica. A programação se estendeu por todos os dias do evento, com exibições de manhã e no início da tarde.

Outro destaque foi a estreia da Mostra Competitiva Gospel de Curtas, que trouxe ao público narrativas centradas na vivência evangélica, ampliando a diversidade temática do festival.

No último dia, a Oficina de Atuação para Câmera ministrada por Vinícius de Oliveira atraiu jovens artistas em formação. Com uma carreira repleta de títulos independentes e uma estreia ao lado de gigantes como Walter Salles e Fernanda Montenegro, Vinícius compartilhou com os participantes suas experiências e reflexões sobre o ofício do ator e os desafios do cinema nacional.

Confira aqui o bate-papo com Vinícius de Oliveira.

Essa nova edição contou com a presença do homenageado da primeira edição, o diretor taiwanês radicado no Brasil, Hsu Chien, que pode prestigiar parte dos filmes exibidos e se encantar com os profisionais que eram revelados nessas produções. Na cerimônia de premiação, os realizadores e representantes das obras concorrentes subiram ao palco e compartilharam os bastidores de seus filmes. Sharon Félix, diretora de Desde Criança Sempre Quis Morar no Rio, emocionou o público ao relatar a tragédia familiar que inspirou seu curta e como o processo criativo ajudou em seu luto. Já Ricardo Rodrigues, realizador de São Jorge de Meriti, desabafou sobre a dificuldade de exibir seu filme em outros festivais devido ao teor religioso e político da obra. Outro momento comovente foi protagonizado por Luiz Alberto Assis, ator principal do curta gospel Clowndio. Ao receber o prêmio, falou dos desafios da profissão e da emoção em ser reconhecido, conectando sua vivência pessoal com a jornada de seu personagem.

Premiados, juri e organizadores reunidos no palco do 2º Festival de Cinema de Xerém (Foto: Divulgação)

O 2º Festival de Cinema de Xerém chegou ao fim com as seguintes premiações:

Mostra Competitiva Nacional

  • Melhor Filme: “A Caverna” – Louise Fiedler
  • Melhor Direção: “As Gingers” – Pedro Murad
  • Melhor Roteiro: “Sertão 2138” – Deuilton do Nascimento
  • Melhor Atriz: Patrícia Saravy – “A Caverna
  • Melhor Ator: Lucas Carvalho – “TCC – Trabalho Caótico de Cinema
  • Prêmio do Público: “TCC – Trabalho Caótico de Cinema” e “A Caverna

Confira aqui os filmes da Mostra Competitiva Nacional comentados

Mostra Competitiva Baixada

  • Melhor Filme: “Desde Criança Sempre Quis Morar no Rio” – Sharon Félix e Roumer Canhães
  • Melhor Direção: “São Jorge de Meriti” – Ricardo Rodrigues e Léo de Assis
  • Melhor Roteiro: “Paçoca” – Marçal Vianna
  • Melhor Atriz: Sharon Félix – “Desde Criança Sempre Quis Morar no Rio
  • Melhor Ator: Jhony Jarp – “O Teste
  • Prêmio do Público: “Desde Criança Sempre Quis Morar no Rio

Confira aqui os filmes da Mostra Competitiva Baixada comentados

Mostra Competitiva Gospel

  • Melhor Filme: “Clowndio” – Samuel Rodrigues
  • Melhor Direção: “O Perdão é Vermelho” – Patrícia Evangelista
  • Melhor Roteiro: “Lúcia” – Murilo Santos
  • Melhor Atriz: Gilvania Araújo – “Lúcia
  • Melhor Ator: Luiz Alberto Assis – “Clowndio
  • Prêmio do Público: “José, o Carpinteiro” – Leandro Azevedo

Compartilhe

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar de:

Críticas
Alvaro Goulart

Carropasajero

Viajar por estradas é uma experiência curiosamente dúbia

Rolar para cima